O SILÊNCIO
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada.
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora.
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.

Obrigada por se lembrar do Eugénio e pela escolha do desenho e do poema.
ResponderEliminarTenho cá algumas gravuras (na caixa Sete Livros, Sete Retratos), mas não este.
Um abraço grato🐈⬛
Maria,
EliminarÉ sempre um gosto lembrar, ler e partilhar Eugénio de Andrade. Gosto deste desenho de Dordio Gomes.
Abraço retribuído! 🤗📚🍀🎵
Oportuna lembrança do dia de aniversário de E. A.
ResponderEliminarProvavelmente, vou geminar.
Bom dia.
Caro APS,
EliminarQuanto mais divulgado um escritor for, maior é a probabilidade de ser lido. E, o que se pretende, é que E. A. seja muito lembrado e lido.
Bom dia e boa semana.
Eis uma (sempre) oportuna evocação do sublime legado poético de EUGÉNIO!
ResponderEliminarRegresso, ainda que por uns instantes, ao "testemunho" inesquecível do saudosíssimo FERNANDO PAULOURO Neves [in, ensaio "A Materna Casa da Poesia - Sobre Eugénio de Andrade" (ed. Casa da Poesia Eugénio de Andrade / Câmara M. do Fundão, 2016, pp. 93-94), ainda no seguimento da leitura de um dos seus mais citados poemas, "É urgente o amor":
"(...) É um poema de 1956 e muitas vezes circulou, em tempos de servidão e de liberdade expropriada, como canto livre que ia ao encontro das cidades futuras, como dizia Carlos de Oliveira"...
Votos de uma excelente semana Cultural para todo(a)s!
Prezado Fernando Firmino,
EliminarRecentemente, tive a felicidade de receber como presente, um exemplar da obra "A Materna Casa da Poesia - Sobre Eugénio de Andrade". Sabia da sua existência mas que me lembre nunca tinha visto nenhum exemplar. Escusado será dizer, que o li quase de imediato!
Saúde!