A investigadora de Literatura Portuguesa, morreu ontem, em Lisboa, aos 84 anos.
Maria Alzira Semião dos Santos Seixo, nasceu no Barreiro, a 29 de abril de 1941, e foi aluna dos escritores Vitorino Nemésio e David Mourão-Ferreira, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
De reconhecido mérito como pioneira nos estudos literários sobre José Saramago e Lobo Antunes, para além de grande especialista em Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, entre outros.
Foi professora catedrática na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Também leccionou como professora convidada em França, na Polinésia Francesa e nos Estados Unidos da América.
Fazia parte do júri dos prémios literários Fernando Namora e Revelação Agustina Bessa-Luís, assim como do Prémio Vasco Graça Moura/Cidadania Cultural.
Era Sócia da Academia das Ciências de Lisboa.
Juntamente com Vasco Graça Moura, foi uma das vozes mais críticas do Novo Acordo Ortográfico.
Publicou dezenas de livros e colaborou em muitos outros.
Membro da Academia Europaea, Maria Alzira Seixo recebeu distinções como o Prémio Jacinto do Prado Coelho, do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, e condecorações como a de Dama da Ordem das Palmas Académicas de França, em 1981, Oficial da Ordem das Palmas Académicas de França, em 1987, e a de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 2007.
Maria Alzira Seixo, um nome acarinhado e respeitado por todos.

Pois é, Cláudia, as nossas referências vão partindo a pouco e pouco.
ResponderEliminarResta-nos continuar a recordar Maria Alzira Seixo lendo as suas obras.
Um abraço📚🌷
Maria,
EliminarÉ isso... E as pessoas não são substituíveis! Muito menos do calibre de Maria A. Seixo.
Um abraço.🤗🍀📚⛄
Neste dia em que lamentamos profundamente a partida de Maria ALZIRA SEIXO (Barreiro, 29.4.1941- Lisboa, 20.1.2026), é inevitável exprimir aqui a minha admiração pelo seu legado académico e ensaístico.
ResponderEliminarDistinta Professora e Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Letras [Univ. Clássica] de Lisboa, co-fundadora da Associação Portuguesa de Literatura Comparada (a que presidiu) e Presidente do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, expressou sempre o seu elevado interesse pela riquíssima Literatura Francesa.
[A este respeito, releio as "Memórias" da Prof.ª Maria HELENA MATEUS (1931 - 2020), sob o título "Uma Vida Cheia de Palavras" (Ed. Colibri, 2018, pp. 113 e 114), onde a Autora, que incluía a Linguística nas suas áreas de eleição, recorda os tempos decisivos das vivências em Paris e "a companhia de vários amigos que visitavam aquela cidade sempre que podiam", entre os quais, "a Ana Vicente e o António Pedro" e "a Maria Alzira, com o marido"...]
Vale a pena percorrer as páginas de volumes marcantes, como "Outros Erros: Ensaios de Literatura" (Ed. ASA, 2001), "Discursos do Texto" (Bertrand, 1977) e "Poesia + Prosa: Séculos XIX e XX" (Plátano, 1974). Conservamos, religiosamente, um precioso exemplar desta última "colectânea" (destinada aos alunos do longínquo Ensino Secundário), que Maria ALZIRA SEIXO escreveu em colaboração com Eduardo PRADO COELHO (1944 - 2007), o qual apresenta sinais de manuseamento e, até, compreensíveis sublinhados e anotações...
Ainda a propósito da intervenção pedagógica da activa Cidadã ALZIRA SEIXO, bem patente em artigos notáveis (por ex., "Tabucchi, um escritor português", in "JL", 13.8.1997), onde a ensaísta revela uma muito atenta e (in)formada leitura crítica, não resisto à evocação de uma curiosa passagem, que retirei do seu Apontamento sobre "Literatura, Cultura e Lixo", publicado disponível no Blogue "A Viagem dos Argonautas" (2014):
"(...) em Literatura, são as obras de qualidade que não são lidas porque são antigas (e não me venham com a desculpa de que não estão à venda - para que servem as bibliotecas? e a reprografia, para quem goste de sublinhar e anotar, como eu gosto? fica muito mais barato, e não ocupa espaço em casa...), ou não são lidas porque não são reeditadas, e há razões para comprar, de vez em quando! O antigo não é 'velho', é... uma 'antiguidade' e, portanto, ou é preciosa, ou é portadora dessa espécie de 'aura' que toma tudo o que é distante. (...)"
Honra à sua memória!
Prezado Fernando Firmino,
EliminarA morte de Maria Alzira Seixo é sem dúvida uma perda enorme, pela pessoa e pela académica/investigadora.
Tenho pena.
ResponderEliminarMR,
EliminarEstou certa disso!
Boa tarde.