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09/07/14

                                                                                                                        cortesia do google

A rapariga das violetas

Éramos três quando passou por nós
com o cesto das violetas.
Disse a primeira: como vai cansada,
e descalça, coitada!
Disse a segunda: tão suja e desgrenhada,
olhem os pés sem cor, as unhas pretas!

Eu, a terceira... eu não disse nada.
... Que lindas as violetas!

Fernanda de Castro, Exílo. Lisboa: Livraria Bertrand, 1952, p. 93.