cortesia do google
A rapariga das violetas
Éramos três quando passou por nós
com o cesto das violetas.
Disse a primeira: como vai cansada,
e descalça, coitada!
Disse a segunda: tão suja e desgrenhada,
olhem os pés sem cor, as unhas pretas!
Eu, a terceira... eu não disse nada.
... Que lindas as violetas!
Fernanda de Castro, Exílo. Lisboa: Livraria Bertrand, 1952, p. 93.
