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23/04/26

Dia Mundial do Livro 2026

Venha celebrar connosco este dia e usufrua de
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Compre livros!
* Excepto NOVIDADES.

23/04/25

Dia Mundial do Livro

Curiosidade...

23 de abril – Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Escolheram este dia pela velha tradição catalã de S. Jorge e do dragão: o cavaleiro oferecia à dama uma rosa vermelha e esta oferecia um livro testemunha das aventuras do cavaleiro. Também foi escolhido por ser dia do falecimento dos grandes escritores Shakespeare e Cervantes (o que não é bem assim).

23 de abril de 1616 – Shakespeare e Cervantes: ambos morreram no mesmo dia, um em Inglaterra e outro em Espanha, contudo, ao contrário do que jornalistas e historiadores escreveram, não morreram no mesmo dia. Porquê? Por que o Papa Gregório XIII reformou o Calendário em 1552 (avançando 11 dias), medida seguida em Espanha, Itália e Portugal, mas os Protestantes só mudaram o Calendário em setembro de 1752 (do dia 3 passou para 14). Assim sendo, quando morreu Shakespeare, Cervantes já tinha morrido há 10 dias atrás ("Jornal do Porto", 11 maio 1864, p. 2, DISPONÍVEL EM LINHA NA HEMEROTECA DIGITAL).

Quanto a Cervantes, não morreu em 23, mas foi enterrado em 23. Ele morreu na véspera, em 22. Na época, era costume enterrar as pessoas no dia seguinte à sua morte e anotar a data do sepultamento e não a da morte, no atestado de óbito (site “Cervantes e Shakespeare morreram no mesmo dia? Saiba a verdadeira história no Dia Mundial do Livro”, da CNN Brasil, 23 abr.2023).

Dia Mundial do Livro 2025
                                                              Cartaz da autoria de Rachel Caiano
Estimados clientes e amigos,

Para assinalar o Dia Mundial do Livro, hoje, oferecemos 
20 % de desconto em todos os livros* adquiridos, 
quer pessoalmente na livraria, quer nas nossas páginas em:

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* Excepto nas NOVIDADES


Ler é ser livre
Boas compras e boas leituras!
Dia Mundial do Livro

Oh! Bendito o que semeia

Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!

                    Castro Alves

23/04/24

Dia Mundial do Livro (2)

(daqui) *

* No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas homenageia o poeta através do seu cartaz.


Dia Mundial do Livro (1)

                                                       O leitor

                                           Leia!!


23/04/23

Dia Mundial do Livro 2023 - 2

Umas bonitas encadernações e ilustrações, para embelezar o dia das 
almas mais sensíveis





23/04/22

Dia Mundial do Livro 2022

                               Cartaz: Susa Monteiro                                                              Marcador

Ofereça Livros!

"O livro é o mais assíduo,  o mais interessante", o mais esclarecido e o mais oportuno dos amigos."
 

23/04/21

Ofereça livros!

                     
Cartaz


Marcador 

23/04/20

Dia Mundial do Livro

não deixem o vírus matar Camões


Hoje, Dia Mundial do Livro, autores, editores e livreiros estão em perigo. Tolstói ou Dostoievski, Shakespeare e Camões, Camilo ou Eça vivem, como Portugal, como o mundo, a situação calamitosa que afecta dramaticamente a nossa forma de vida, as pessoas e as empresas. Sim, os grandes romances, os grandes ensaios, os livros de ciência ou de filosofia, tal como os editores e livreiros que são a sua casa, acabam de sofrer um violento abalo. Fragilizados pelas crises económicas de 2008 e de 2011, editores e livreiros são agora, como resultado directo desta pandemia, confrontados com a mais dura ameaça que o livro já experimentou em Portugal. A espada de Dâmocles, que é a insolvência de editores e o fecho definitivo de muitas livrarias, paira sobre as nossas cabeças, sobre a cabeça dos grandes livros e dos grandes autores, o que o empobrecimento salarial dos leitores, já de si uma minoria da população, mais reforça.
E esqueçam os choradinhos e peditório economicista, por mais legítimo que ele seja. Não vos estou a falar só de uma actividade económica. Ao falar do livro, estamos a falar de um sector estratégico para o futuro de Portugal, de um sector fundador para todas as outras actividades económicas. Como as neurociências cada vez mais atestam, o livro, a leitura de livros, é imprescindível para a obtenção e solidificação do conhecimento.
(...)

 O livro – os livros de António Lobo Antunes, de Jorge de Sena, Agustina, Sophia – é vital para conferir a Portugal o conhecimento de que o nosso futuro precisa e é crucial para a expansão do imaginário e da identidade emocional da comunidade que somos, identidade essencial à construção de um desígnio comum. Por alguma razão, afinal, o Dia de Portugal tem como patrono um poeta e a sua obra, denominador comum para os portugueses. Essa escolha não pode, apenas, ser uma flor de retórica. E quem ama a literatura junta-lhe, num gesto ecuménico, as novas gerações de escritores de língua portuguesa, de África, das Américas e da Ásia, vencedores alguns do Prémio Camões, signo do ideal de universalidade a que aspiramos e que nos empolga. (ler mais)
23 de Abril - Dia Mundial do Livro

Ofereça Livros!

O livro - O melhor dos amigos...

23/04/19

Dia Mundial do Livro

Ofereça LIVROS!



Livro - o mais perdurável dos amigos.

23/04/18

Dia Mundial do Livro

Venha fazer a festa connosco e 
aproveite as condições especiais
Visite-nos!

23/04/17

Dia Mundial do Livro



   

     O livro 

             é o mais perdurável 

                   dos  Amigos!




Ofereça Livros!

23/04/16

Dia Mundial do Livro


O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare, entre outros. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo. (daqui)

23/04/15

Dia Mundial do Livro 2015

Ofereça livros!

Dia Mundial do Livro 2015

Uma gravura francesa: o "Letrado" (1501-1516)

Xilogravura de origem francesa, várias vezes impressa em livros portugueses do primeiro quartel do século XVI. Fazia parte do material iconográfico da oficina de Valentim Fernandes, impressor nascido na Morávia, estabelecido em Portugal antes de 1495 e em actividade até 1518.
Tendo como figura central um letrado (que em vão se identificará com uma personagem determinada, devido ao carácter convencional das ilustrações da época),a estampa aparece sempre no início das obras a que pertence.
(...) A mensagem deste primeiro testemunho da comunicação com o leitor do livro é dada através da frase inscrita na tarja pendente das mãos do anjo. No caso presente, importa notar que a gravura foi publicada no Catecismo Pequeno (1504) do bispo D. Diogo Ortiz, circunstância justificativa da escolha de um versículo de Isaías para tal efeito: "Venham a estas águas todos os que têm sede" (de instrução, de conhecimento, entenda-se).

NOTA: Imagem e texto retirados do livro História da Edição em Portugal, de Artur Anselmo, vol. I,
p. 178 e 179.

23/04/14

Dia Mundial do Livro







Ofereça um livro!

O mais perdurável dos amigos...




 


23/04/13

Dia Mundial do Livro / 2013

Obrigada, MR!

A opulência de um Reino não só consiste na abundância das riquezas, senão também na afluência das palavras; e assim, pelo contrário, todo o Reino, falto de palavras, é pobre.

Rafael Bluteau, 1712

Dia Mundial do Livro / 2013

Sondagem

O carteiro, conversador amável, não gosta de livros. Tornam pesada a carga matinal, que na sua opinião, e dado o seu nome burocrático, devia constituir-se apenas de cartas. No máximo algum jornalzinho leve, mas esses pacotes e mais pacotes que o senhor recebe, ler tudo isso deve ser de morte!

Explico-lhe que não é preciso ler tudo isso, e ele muito se admira:

─ Então o senhor guarda sem ler? E como é que sabe o que tem no miolo?

─ Em primeiro lugar, Teodorico, nem sempre eu guardo. Às vezes dou aos amigos, quando há alguma coisa que possa interessar a eles.

─ Mas como sabe que pode interessar, se não leu?

Esclareço a Teodorico que não leio de ponta a ponta, mas sempre abro ao acaso, leio uma página ou umas linhas, passo os olhos no índice, e concluo.

Meu crédito diminui sensivelmente a seus olhos. Não lhe passaria pela cabeça receber qualquer coisa do correio sem ler inteirinha.

─ Mas, Teodorico, quando você compra um jornal se sente obrigado a ler tudo que está nele?

─ Aí é diferente. Eu compro o jornal para ver os crimes, o resultado do seu-talão-vale-um-milhão etc. Leio aquilo que me interessa.

─ Eu também leio aquilo que me interessa.

─ Com o devido respeito, mas quem lhe mandou o livro desejava que o senhor lesse tudinho.
─ Bem, faz-se o possível, mas...

─ Eu sei, eu sei. O senhor não tem tempo.

─ É.

─ Mas quem escreveu, coitado! Esse perdeu o seu latim, como se diz.

─ Será que perdeu? Teve satisfação em escrever, esvaziou a alma, está acabado.

A idéia de que escrever é esvaziar a alma perturbou meu carteiro, tanto quanto percebo em seu rosto magro e sulcado.

─ Não leva a mal?

─ Não levo a mal o quê?

─ Eu lhe dizer que nesse caso carece prestar mais atenção ainda nos livros, muito mais! Se um cidadão vem à sua casa e pede licença para contar um desgosto de família, uma dor forte, dor-de-cotovelo, vamos dizer assim, será que o senhor não escutava o lacrimal dele com todo o acatamento?

─ Teodorico, você está esticando demais o meu pensamento. Nem todo livro representa uma confissão do autor, ainda ontem você me trouxe uma publicação do Itamaraty sobre o desenvolvimento da OPA, * que drama de sentimento há nisso?

─ Bem, nessas condições...

─ E depois, no caso de ter uma dor moral, escrevendo o livro o camarada desabafa, entende? Pouco importa que seja lido ou não, isso é outra coisa.

Ficou pensativo; à procura de argumento? Enquanto isso, eu meditava a curiosidade de um carteiro que se queixa de carregar muitos livros e ao mesmo tempo reprova que outros não os leiam integralmente.

─ Tem razão. Não adianta mesmo escrever.

─ Como não adianta? Lava o espírito.

─ No meu fraco raciocínio, tudo é encadeado neste mundo. Ou devia ser. Uma coisa nunca acontece sozinha nem acaba sozinha. Se a pessoa, vamos dizer, eu, só para armar um exemplo, se eu escrevo um livro, deve existir um outro ─ o senhor, numa hipótese ─ para receber e ler esse livro. Mas se o senhor não liga a mínima, foi besteira eu fazer esse esforço, e isso é o que acontece com a maioria, estou vendo.

─ Teodorico! Você... escreveu um livro?

Virou o rosto.

─ De poesia, mas agora não adianta eu lhe oferecer um exemplar. Até segunda, bom domingo para o senhor.

─ Escute aqui, Teodorico...

─ Bem, já que o senhor insiste, aqui está o seu volume, não repare os defeitos, ouviu? Esvaziei bastante a alma, tudo não era possível!


Andrade, Carlos Drummond de (1963) - A Bôlsa & A Vida -  2.ª edição, p. 74 a 77.