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30/04/26

Andrade (Eugénio de) - Poesia - Porto, Editora Modo de Ler, 2011. Prefácio de Óscar Lopes. De 24x17,4 cm.; com 719-LXI págs. Com um retrato de Eugénio de Andrade por Jorge Pinheiro.
Enc. editorial € 45,00

Exemplar estimado. Conserva a sobrecapa.

O presente volume reúne toda a obra poética de Eugénio de Andrade (com excepção de uma vintena de poemas destinados a próximo livro), desde os seus dois primeiros livros Adolescente e Pureza, aqui apresentados em "Primeiros Poemas" até Sulcos da Sede (2001).

21/03/26

 Dia Mundial da Poesia


Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei às romãs a cor do lume.

Foi para ti que pus no céu a lua
e o verde mais verde nos pinhais.
Foi para ti que deitei no chão
um corpo puro como os animais.

Eugénio de Andrade, As Mãos e os Frutos. Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1960, p. 15.

10/03/26

CONVITE

Apresentação de CLEPSYDRA, de Camilo Pessanha

Edição Alma Azul, leitura do texto Eugénio de Andrade: 
Camilo Pessanha, o Mestre

Dia 17 Março – Terça-Feira
15 horas | Livraria Lumière


Entrada livre
Sintam-se convidados

19/01/26

                                                                 Eugénio de Andrade por Dordio Gomes

O SILÊNCIO

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada.

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora.

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade, Obscuro Domínio. Porto, Editorial Inova, 1971, p. 97

27/09/25



Pessanha (Camilo) - Clepsydra - Castelo Branco, Editora Alma Azul, 2023. Antecedido de Camilo Pessanha, o Mestre de Eugénio de Andrade. 
De 21x13,5 cm., com 60-II págs.
Br. € 9,50

Colecção «O Navio de Espelhos».
Novo.

08/02/25


Andrade (Eugénio de) - Poesia e Prosa [1940-1986] - 3.ª edição, aumentada. 
Lisboa, Círculo de Leitores, 1987. De 20,5x13 cm.; 3 volumes; 299/216/256 págs.
Enc. editorial € 28,00

Todos os volumes estimados.
Conservam as sobrecapas.

18/12/24

Daqui Houve Nome Portugal - Antologia de verso e prosa sobre o Porto. 4.ª edição. Porto, Edições ASA, 2000. Organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade. Selecção artística e direcção gráfica de Armando Alves. 
De 31,5x25 cm.; de 352-CXLIII págs. Enriquecido com dezenas de bonitas fotografias a p. b. e a cores. 
Enc. do editor € 60,00

Textos de: Fernão Lopes, Zurara, Camões, Herculano, Camilo, Ramalho, Júlio Dinis, Oliveira Martins, Eça de Queiroz, Alberto Pimentel, António Nobre, Raúl Brandão, Pascoaes, Aquilino, Almada Negreiros, José Régio, Gomes Ferreira, Torga, Nemésio, Jorge de Sena, Agustina, Pedro Homem de Mello, Sophia de Mello Breyner, Ruben A., Saramago, Luísa Dacosta, Fiama Pais Brandão, Mário Cláudio, Vasco Graça Moura, António Barbedo, Jorge de Sousa Braga, entre outros. Exemplar estimado. Apresenta-se em caixa própria.

20/08/24

Feira do Livro do Porto 2024
Homenageia Eugénio de Andrade

Os alfarrabistas na Feira do Livro do Porto.
Ler notícia aqui.

13/08/24

 
Ligeiro (Elsa) - Eugénio de Andrade - Da Beira Baixa ao Porto - Sertã, Editora Alma Azul, 2024. 
De 21x13,5 cm., com 54-I págs.
Br. € 9,50

Colecção «Em Nome da Beira - Ensaios».
Novo.

O presente livro, inicia com o relato da viagem de Póvoa de Atalaia ao Porto, em junho de 2002, que resultou num encontro de um grupo, com o poeta, na sua Fundação, junto à Foz do Douro e onde escutaram da sua voz, palavras emotivas sobre a sua infância em Póvoa de Atalaia e Castelo Branco. Posteriormente, acompanhamos José Fontinhas por Castelo Branco, Lisboa, Coimbra e Porto. Um ensaio que percorre as memórias e a poesia de Eugénio de Andrade através dos lugares onde viveu, com destaque para Coimbra, onde fixa parte importante da sua juventude e onde conheceu um dos seus amigos mais queridos, Carlos de Oliveira, mas também Miguel Torga, Eduardo Lourenço e Vitorino Nemésio. (daqui)

21/03/24

AS PALAVRAS

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade, Poemas. Porto, Editorial Inova, 1971, p. 138.

23/09/23


Alcoforado, Mariana – Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado – Porto, Editorial Inova, 1969. Traduzidas por Eugénio de Andrade. De 22,5x17,3 cm.; com 129-X págs. Ilustrado com desenhos de José Rodrigues. 
Enc. editorial € 80,00

Apresenta dedicatória de Eugénio de Andrade, assinada e datada.

Edição especial de cem exemplares, fora do mercado, numerados de 501 a 600 (n.º 545); apresentados numa caixa litografada.

23/04/23

 Dia Mundial do Livro 2023 - 1

  Cartaz, com concepção da Lupa Design

Ao longo de 2023, assinalam-se centenários de nascimento de 6 escritores portugueses. Nada melhor do que divulgar as suas obras, no Dia Mundial do Livro.

Eduardo Lourenço (1923-2020); Eugénio de Andrade (1923-2005); Mário Cesariny (1923-2006); Mário-Henrique Leiria (1923-1980); Natália Correia (1923-1993); Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013).



  

21/03/23

No Dia Mundial da Poesia... Eugénio de Andrade


23/01/23

                                                      Jardim de São Lázaro (Porto)

O Porto

O Porto é só uma certa maneira de me refugiar na tarde, forrar-me de silêncio e procurar trazer à tona algumas palavras, sem outro fito que não seja o de opor ao corpo espesso destes muros a insurreição do olhar.

O Porto é só esta atenção empenhada em escutar os passos dos velhos, que a certas horas atravessam a rua para passarem os dias no café em frente, os olhos vazios, as lágrimas todas das crianças de S. Vítor correndo nos sulcos da sua melancolia.

O Porto é só a pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore, aproximando-me assim cada vez mais da restolhada matinal dos pardais, esses velhacos que, por muito que se afastem, regressam sempre à minha mão.

Desentendido da cidade, olho na palma da mão os resíduos da juventude, e dessa paixão sem regra deixarei que uma pétala poise aqui, por ser de cal.

1979

in Eugénio de Andrade, O amigo mais íntimo do sol, 1998, p. 95.

19/01/23

Violetas para Eugénio de Andrade

No dia em que se celebra o centenário do seu nascimento (1923-2005)





O sorriso - Eugénio de Andrade

14/10/22

A que cuida - Poemas para Ana Maria Moura em homenagem a Eugénio de Andrade. 
Porto, Modo de Ler, 2007. Apresentação de Laura Castro De 24x17,2 cm.; com 67-III págs. Enriquecido com uma fotografia de Eugénio de Andrade, assim como com alguns desenhos da autoria do mesmo.
Br. € 12,50

"Esta lembrança afectuosa para Ana Maria Moura, que durante todo o longo sofrimento de Eugénio de Andrade o acompanhou com desvelos de mãe, vigilante e sem fadiga, teve a cumplicidade (colaboração) de António Barbedo, Diogo Alcoforado, Francisco Duarte Mangas, Inês Lourenço, Joaquim Manuel Magalhães, José Rodrigues, José Viale Moutinho, Manuel António Pina, Manuel Dias da Fonseca, Mário Cláudio e Vergílio Alberto Vieira."

01/06/22

O Pastor

Pastor, pastorinho,
onde vais sozinho?

Vou àquela serra
buscar uma ovelha.

Porque vais sozinho
pastor, pastorinho?

Não tenho ninguém
que me queira bem.

Não tens um amigo?
Deixa-me ir contigo.



Eugénio de Andrade, in Primeiro Livro de Poesia, Lisboa, Editorial Caminho, 1991, 
p. 16.

19/01/22

 Eugénio de Andrade (1923-2005)

                                                        Eugénio de Andrade por Júlio Pomar (1951)


O Porto

O Porto é só uma certa maneira de me refugiar na tarde, forrar-me de silêncio e procurar trazer à tona algumas palavras, sem outro fito que não seja o de opor ao corpo espesso destes muros a insurreição do olhar.

O Porto é só esta atenção empenhada em escutar os passos dos velhos, que a certas horas atravessam a rua para passarem os dias no café em frente, os olhos vazios, as lágrimas todas das crianças de S. Victor correndo nos sulcos da sua melancolia.

O Porto é só a pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore, aproximando-me assim cada vez mais da restolhada matinal dos pardais, esses velhacos que, por muito que se afastem, regressam sempre à minha vida.

Desentendido da cidade, olho na palma da mão os resíduos da juventude, e dessa paixão sem regra deixarei que uma pétala poise aqui, por ser de cal.

Porto, Campo das Letras, 1998. Eugénio de Andrade: o amigo mais íntimo do sol, p. 95.

Há 99 anos, nasceu em Póvoa de Atalaia, Fundão, Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas.

19/01/19

Eugénio de Andrade (1923-2005)

Rumor

Acorda-me
um rumor de ave.
Talvez seja a tarde
a querer voar.

A levantar do chão
qualquer coisa que vive,
e é como um perdão
que não tive.

Talvez nada.
Ou só um olhar
que na tarde fechada é ave.

Mas não pode voar.

                       Eugénio de Andrade


Eugénio de Andrade nasceu há 96 anos