Rua de Santa Catarina
Senta-se num lugar de tormento
apaziguado. Não se distingue a face. Só
a túnica, as sandálias, o crânio
rapado. Desenhos espalham-se
pelo pavimento no caminho do sol.
São casas vistas do alto, telhados, polígonos
brancos. Com manchas. Sangue seco.
António Barbedo, O Simulador de Voo. Porto. Campo das Letras, 1998, p. 46.

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