LIBERDADE
O poema é
A liberdade
Um poema não se programa
Porém, a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos.
Sophia de Mello Breyner
Se alegria houve quem a lembra -
talvez fosse o primeiro verso
do soneto esquecido no blusão de ganga
a lavandaria fechada
ao domingo um feriado destes
António Barbedo
In Na Liberdade. Antologia Poética. Peso da Régia, Garça Editores, 2004, p. 35.

Tenho algumas antologias sobre o 25 de Abril, mas não conhecia nem esta nem a ed. pela JF da Penha de França.
ResponderEliminarBom fim de semana!
Não tenho ideia de já ter visto outros exemplares...
EliminarPelo que presumo que não sejam vulgares.
Bom fim-de-semana!