LIBERDADE
O poema é
A liberdade
Um poema não se programa
Porém, a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos.
Sophia de Mello Breyner
Se alegria houve quem a lembra -
talvez fosse o primeiro verso
do soneto esquecido no blusão de ganga
a lavandaria fechada
ao domingo um feriado destes
António Barbedo
In Na Liberdade. Antologia Poética. Peso da Régia, Garça Editores, 2004, p. 35.

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