O pintor e artista gráfico, natural de Estremoz, faleceu hoje, aos 90 anos. Juntamente com Jorge Pinheiro (1931), Ângelo de Sousa (1938-2011) e José Rodrigues (1936-2016), fazia parte do grupo de artistas portugueses Os Quatro Vintes.
De forma brevíssima, mas (muito) sentida, expresso, naturalmente, a tristeza pela morte de ARMANDO ALVES, admirável Pintor e Artista Gráfico.
A propósito, recordo a significativa mensagem [in, jornal Portuense "As Artes entre as Letras", de 16.12.2015 (edição disponível "online")] do próprio General-Presidente António RAMALHO EANES, lida durante a Homenagem promovida pela Cooperativa ÁRVORE, para comemorar os 80 Anos do Mestre, um texto no qual o nosso respeitado Concidadão escreveu, justamente, sobre "os valores do Homem e do Artista"...
Ao mesmo tempo, considero oportuno relembrar a publicação [Ed. Modo de Ler, 2008] de um excelente volume colectivo (Apresentação de Laura CASTRO), com o sugestivo título "Escrito na Cal & Outros Lugares Poéticos - Para Armando Alves", preciosos "testemunhos" que vale a pena reler. (De referir que, entre os múltiplos trabalhos do notável "designer", encontra-se a Obra emblemática "Daqui Houve Nome Portugal", Antologia literária sobre a Cidade Invicta, organizada por EUGÉNIO de Andrade.)
Honra à sua memória!
P.S.: Ainda a propósito de raríssimas "preciosidades" bibliográficas, peço licença para, de maneira simbólica, enfatizar o especial significado de uma longínqua (4.ª) edição - trad., prefácio e notas de NEWTON de Macedo, Liv. Sá da Costa, 1961 - do "DISCURSO DO MÉTODO e [do] Tratado das Paixões da Alma", de René DESCARTES.
Motivo: o célebre Autor Gaulês (La Haye-Descartes, 31 de Março de 1596 - Estocolmo, 11 de Fevereiro de 1650), aliás conhecido nos meios intelectuais Portugueses desde o século XVII, nasceu, exactamente, há 430 anos!
Ainda neste contexto, e a título de curiosidade, convém (re)lembrar que o "Rei Sol" (Luís XIV) "proibira a leitura de Descartes nos colégios e outros estabelecimentos de ensino com receio da repercussão que pudesse ter as suas ideias no meio culto francês, sendo apenas a alguns particulares franqueada a leitura deste filósofo" [cf. Manuel CORRÊA MONTEIRO, "INÁCIO MONTEIRO (1724-1812), Um Jesuíta Português na Dispersão", Centro de História da Univ. de Lisboa, 2004, p. 47].
Caro Fernando Firmino, Quando se fala de artistas portugueses, o nome de Armando Alves é de referência obrigatória. Com uma vida longa e toda ela dedicada às Artes. Para além da carreira como docente, são inúmeras as participações em que o seu nome está associado. Tendo colaborado fielmente com três editora: Inova, Limiar e Oiro do Dia. Dirigiu graficamente imensas obras literárias, produziu cartazes, comemorativos e publicitários, catálogos de exposições... Em 1983, recebeu o prémio na Mostra de Artes Gráficas Grafiporto 83, no Museu Nacional de Soares dos Reis. Tanto haveria para dizer...
Impõe-se o elementar dever de rectificar um lamentável lapso: onde se lê (no último parágrafo) o nome de "Manuel" CORRÊA MONTEIRO, deve ler-se "MIGUEL" [Corrêa Monteiro]!... As minhas desculpas.
Votos de um Bom Dia (apesar de tudo, relativamente tranquilo!) para todo(a)s.
De forma brevíssima, mas (muito) sentida, expresso, naturalmente, a tristeza pela morte de ARMANDO ALVES, admirável Pintor e Artista Gráfico.
ResponderEliminarA propósito, recordo a significativa mensagem [in, jornal Portuense "As Artes entre as Letras", de 16.12.2015 (edição disponível "online")] do próprio General-Presidente António RAMALHO EANES, lida durante a Homenagem promovida pela Cooperativa ÁRVORE, para comemorar os 80 Anos do Mestre, um texto no qual o nosso respeitado Concidadão escreveu, justamente, sobre "os valores do Homem e do Artista"...
Ao mesmo tempo, considero oportuno relembrar a publicação [Ed. Modo de Ler, 2008] de um excelente volume colectivo (Apresentação de Laura CASTRO), com o sugestivo título "Escrito na Cal & Outros Lugares Poéticos - Para Armando Alves", preciosos "testemunhos" que vale a pena reler. (De referir que, entre os múltiplos trabalhos do notável "designer", encontra-se a Obra emblemática "Daqui Houve Nome Portugal", Antologia literária sobre a Cidade Invicta, organizada por EUGÉNIO de Andrade.)
Honra à sua memória!
P.S.: Ainda a propósito de raríssimas "preciosidades" bibliográficas, peço licença para, de maneira simbólica, enfatizar o especial significado de uma longínqua (4.ª) edição - trad., prefácio e notas de NEWTON de Macedo, Liv. Sá da Costa, 1961 - do "DISCURSO DO MÉTODO e [do] Tratado das Paixões da Alma", de René DESCARTES.
Motivo: o célebre Autor Gaulês (La Haye-Descartes, 31 de Março de 1596 - Estocolmo, 11 de Fevereiro de 1650), aliás conhecido nos meios intelectuais Portugueses desde o século XVII, nasceu, exactamente, há 430 anos!
Ainda neste contexto, e a título de curiosidade, convém (re)lembrar que o "Rei Sol" (Luís XIV) "proibira a leitura de Descartes nos colégios e outros estabelecimentos de ensino com receio da repercussão que pudesse ter as suas ideias no meio culto francês, sendo apenas a alguns particulares franqueada a leitura deste filósofo" [cf. Manuel CORRÊA MONTEIRO, "INÁCIO MONTEIRO (1724-1812), Um Jesuíta Português na Dispersão", Centro de História da Univ. de Lisboa, 2004, p. 47].
Caro Fernando Firmino,
EliminarQuando se fala de artistas portugueses, o nome de Armando Alves é de referência obrigatória.
Com uma vida longa e toda ela dedicada às Artes. Para além da carreira como docente, são inúmeras as participações em que o seu nome está associado.
Tendo colaborado fielmente com três editora: Inova, Limiar e Oiro do Dia.
Dirigiu graficamente imensas obras literárias, produziu cartazes, comemorativos e publicitários, catálogos de exposições... Em 1983, recebeu o prémio na Mostra de Artes Gráficas Grafiporto 83, no Museu Nacional de Soares dos Reis.
Tanto haveria para dizer...
Impõe-se o elementar dever de rectificar um lamentável lapso: onde se lê (no último parágrafo) o nome de "Manuel" CORRÊA MONTEIRO, deve ler-se "MIGUEL" [Corrêa Monteiro]!... As minhas desculpas.
ResponderEliminarVotos de um Bom Dia (apesar de tudo, relativamente tranquilo!) para todo(a)s.