01/03/26

Camilo Pessanha (1867-1926), o autor de Clepsydrafaleceu 
há 100 anos - II

Camilo Pessanha em trajo de Mandarim

Alguns dados biográficos:

1867
Camilo de Almeida Pessanha nasceu em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, no dia 7 de Setembro, pelas 11 horas da noite.

1884
Completa os seus estudos secundários no Liceu Central de Coimbra.
Matricula-se na Faculdade de Coimbra.

1887
Publica pela primeira vez em poema - «Madrigal» - no jornal republicano Gazeta de Coimbra.

1889
Convive intensamente com Alberto Osório de Castro, seu colega de Direito e director do periódico O Novo Tempo.

1891
Forma-se em Direito
Toma posse do cargo de Subdelegado do Procurador Régio de Mirandela.

1892
Pede transferência para Óbidos, desempenhando a mesma função.

1893
É aberto o concurso para leccionar em Macau. Concorrem 39 professores. É seleccionado, tal como os seus futuros amigos Wenceslau de Moraes, João Vasco e Horácio Poiares.
Pede Ana de Castro Osório em casamento. Esta escritora recusa. O desgosto é uma das razões que o faz partir para Macau, no ano seguinte.

1894
Parte para Macau no navio espanhol «Santo Domingo». A sua adaptação ao território faz-se com extrema dificuldade, devido à fraqueza que o assola.
Toma posse do cargo de professor do Liceu.
Inicia, com entusiasmo, o estudo da língua e da cultura chinesa.

1896
Nasce o seu filho João Manuel, sendo a mãe a sua companheira chinesa.

1905
Uma Junta Médica considera que sofre de anemia e concede-lhe 90 dias para tratamento. A referida Junta Médica aconselha-o a partir para Portugal, para se restabelecer.

1907
A família muda-se de Braga para Vila do Conde, onde existe melhor ambiente.

1909
Parte para Macau num navio holandês.

1915
Parte para Portugal.

1916
Regressa a Macau.

1919
É nomeado 1.º Substituto do Juiz de Direito de Macau para o ano judicial seguinte.

1920
É publicada a Clepsydra, com organização de Ana de Castro Osório, proprietária da Editora Lusitânia.

1926
Doa ao Estado, pela segunda vez, uma colecção de arte chinesa.
Morre em Macau, na Rua da Praia Grande, n.º 75, após prolongado sofrimento, vítima de tuberculose pulmonar.
É sepultado pelas 17 horas, no Cemitério de S. Miguel, em campa rasa.

(In 70.º aniversário da primeira edição da Clepsidra de Camilo Pessanha. Exposição Biobibliográfica Itinerante em Portugal, 1991. Lisboa, Instituto Português do Oriente, 1991, pp.17-23).

1 comentário:

  1. Bem, de tudo o que aqui li, Camilo Pessanha teve uma vida, no mínimo, muito atribulada.
    Conheço muito mal a sua obra...

    Bom domingo, Cláudia!📚

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