24/03/15



Cunha, Manuel Barão da - Tempo Africano - Cascais, Didáctica editora, S/d. In-8.º; de 174-II págs. Capa e belos desenhos a preto e branco de Neves e Sousa. Br. € 15,00
Exemplar estimado.

"«Tempo Africano», constitui o itinerário geográfico e humano, ao longo do tempo e do espaço, de uma geração fortemente marcada pelas vicissitudes dos anos sessenta, no Ultramar Português".

23/03/15




Alegre, Manuel - Praça da Canção - 2.ª edição. Lisboa, Editora Ulisseia, S/d. Prefácio de Mário Sacramento. In-8.º; de 155-II págs. Orientação gráfica de Espiga Pinto. 
Br. € 20,00

Colecção «Poesia e Ensaio», 18.
Exemplar estimado.

21/03/15


Areal, Maria José Carvalho - Há dias que não sei de mim e outros que pouco de mim sei - poesia. Lisboa, Chiado Editora, 2015. Introdução de Isabel Lima. Capa: desenho a óleo de Célia Rebelo Silva. In-8.º; de 222-II págs.
Br. € 12,00

1.ª Edição.

Exemplar muito estimado.
Colecção «Prazeres Poéticos»

"Em Há dias que não sei de mim e outros que pouco de mim sei, a sua poesia centra-se no eu e na relação com o corpo, as memórias, a identidade, os tempos do tempo, o outro, o dia e a noite e com a força telúrica do envolvente, a água e a terra!
Maria José remete-nos para os múltiplos eus que habitam o ser, confronta-nos com memórias que aprisionam, devoram, que cruzam outras memórias e remetem para a vida e suas encruzilhadas." (Isabel Lima)

Dia Mundial da Poesia


As palavras que digo
 
Escancaro a entrada do dia
Como se fosse sempre o primeiro
Da minha madrugada.
Ofereço-me por inteiro
Sem reservas esfumadas,
Sem frisos gradeados,
Nem temores e por amor
Me entrego às palavras
Que desenho, que escrevo, que sinto.
E porque as sinto vivas,
Latejantes,
Destemidas,
Vo-las digo do alto deste monte,
Do sopé desta colina
Para que sejam livres
E possam ser definitivamente, vossas.

                                      Maria José Areal
ANTECIPAÇÃO

Por ti desço até ao fundo da noite,
desenraízo o tempo, culmino numa estrela,
vivo na imaginação de todas as aves
e aacendo o futuro, num gesto antecipado.

(Albano Martins)

Encontro
                                            a Carlos Queiroz
Que vens contar-me
se não sei ouvir senão o silêncio?
Estou parado no mundo.
Só sei escutar de longe
antigamente ou lá para o futuro.
É bem certo que existo:
chegou-me a vez de escutar. 


Que queres que te diga
se não sei nada e desaprendo?
A minha paz é ignorar.
Aprendo a não saber:
que a ciência aprenda comigo
já que não soube ensinar. 

O meu alimento é o silêncio do mundo
que fica no alto das montanhas    
e não desce à cidade
e sobe às nuvens que andam à procura de forma
antes de desaparecer.

Para que queres que te apareça
se me agrada não ter horas a toda a hora?
A preguiça do céu entrou comigo
e prescindo da realidade como ela prescinde de mim.
 
Para que me lastimas
se este é o meu auge?!
Eu tive a dita de me terem roubado tudo
menos a minha torre de marfim.
Jamais os invasores levaram consigo as nossas torres de marfim.
 
Levaram-me o orgulho todo
deixaram-me a memória envenenada
e intacta a torre de marfim.
Só não sei que faça da porta da torre
que dá para donde vim. 

                                              Almada Negreiros

20/03/15




Botto, António Isto Sucedeu Assim... – Lisboa, Editora Argo, 1940. In-8.º; de 36-XII págs. 
Brochado € 25,00

1.ª Edição

Colecção «A Novela», 2005. 
Exemplar com alguma acidez.

19/03/15




Miguéis, José Rodrigues Gente da Terceira Classe – Contos e novelas. Lisboa, Estúdios Cor, 1962. In-8.º; de 256-I págs. Br. € 20,00

1.ª Edição. 

 Colecção «Latitude», 52. 
 Exemplar estimado. 

18/03/15

A não perder...




A escritora Maria José Carvalho Areal
vai apresentar o seu novo livro 
Há Dias que Não sei de Mim e Outros que Pouco de Mim Sei
no próximo domingo, dia 22, pelas 15 horas.
O evento terá lugar no Auditório do Hotel do Minho.

16/03/15

Camilo Castelo Branco (1825-1890)

                                                                   (daqui)

Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa, há 190 anos, a 16 de Março de 1825. 







Sampaio, Jorge de - A Poesia de Carlos Queiroz - ensaio de interpretação, seguido de poemas dispersos. 
Lisboa, Edições Panorama, 1966. In-8.º; de 128-XIII págs. 
Br. € 15,00

Exemplar estimado.



Brito, Casimiro de - Jardins de Guerra - poesia. Segunda edição, revista. Lisboa, Assírio & Alvim, 1974. In-8.º; de 94-IX págs. Capa de Dorindo Carvalho. 
Br. € 15,00

Colecção «Cadernos Peninsulares», nova série/literatura, 7.

Exemplar estimado.

13/03/15





Lourenço, Jorge Fazenda - A Poesia de Jorge de Sena - Testemunho, metamorfose, peregrinação - Lisboa, Fund. calouste Gulbenkian, 1998. In-4.º; de 429-II págs. Com o retrato de Jorge de Sena. 
Br. € 20,00

Exemplar estimado.




Ruy Belo - Coisas do Silêncio - Lisboa, Assírio & Alvim, 2000. Textos de Luís Miguel Cintra, Manuel Gusmão, Duarte Belo e Rute Figueiredo. Poemas de Ruy Belo. Fotografias de Duarte Belo. In-4.º; de 163-IV págs. 
Enc. do editor € 25,00

Exemplar estimado.

05/03/15

Camacho, Brito - A Reacção - Lisboa, Emprêsa Editora Luz, Ltd.ª, 1932. In-8.º; de 48 págs. Brochado € 15,00
 
Escrito com uma grande carga irónica, este opúsculo é ilustrativo do pensamento anticlerical do autor.  
“Qualquer pode abdicar voluntariamente da sua vontade; pode renunciar por completo aos seus haveres; pode guardar intransigentemente a sua castidade, pondo-lhe leões à porta. A lei nunca poderá obrigar um homem a deliberar por si , se êle apenas quiser ser mandado; nunca poderá obrigá-lo a ter alguma coisa de seu, se êle quizer desfazer-se do que possui, quer se trate de bens adquiridos pelo seu esforço próprio, quer se trate de bens adquiridos por herança, ou qualquer outra forma legítima de acquisição; nunca poderá obriga-lo a constituir família se êle teimosamente quizer fugir ao cumprimentos dêsse dever social, resistindo às naturais impulsões da sua sexualidade. Mas uma coisa é o que a lei não pode proibir, e outa coisa o que ela não deve sancionar…” (in Frades e freiras
 
Capítulos:   
I. Frades e freiras  
II. As irmãs de caridade 
III. As missões 
IV. A escola laica 
Manuel de Brito Camacho - "Médico, jornalista, governador ultramarino e escritor, Brito Camacho nasceu em 1862, em Aljustrel, e morreu em 1934, em Lisboa. Foi uma das personalidades de maior relevo da política republicana. Em 1906 fundou e dirigiu A Luta, diário que exerceu significativa influência na sociedade portuguesa e que em contribuiu, pela sua orientação ideológica, para a implantação da República. O papel de Brito Camacho no movimento que implantou a República foi da maior importância, graças às suas relações com o chefe militar Cândido dos Reis e às suas amizades entre a classe dos oficiais do exército e da armada. Depois de proclamado o novo regime, assumiu, em novembro de 1910, a pasta do Fomento do Governo provisório. Após a cisão do Partido Republicano, Brito Camacho fundou e chefiou a União Republicana. Durante a Primeira Guerra Mundial, manteve-se afastado dos governos da União Sagrada, defendendo a ideia de que a participação de Portugal deveria dar-se nas colónias africanas e não em França. Nos finais de 1921, Brito Camacho foi nomeado alto comissário da República na colónia de Moçambique. Mais tarde, o estadista veio a abandonar a política, dedicando-se à literatura.” (daqui)

04/03/15





Almeida, António Ramos de - Eça - ensaios. Porto, Livraria Latina, 1945. In-8.º; de 402-I págs. 
Br. € 15,00

Exemplar estimado, mas a capa de brochura apresenta leves picos de acidez.

03/03/15





Lisboa, Irene – ApontamentosLisboa, 1943. In-8.º de 282-V págs. 
Br. € 40,00

1.ª Edição.

Interessante livro de crónicas.
Exemplar estimado.

02/03/15



Cinatti, RuyO A FAZER, FAZ-SE – Lisboa, 1976. In-8.º; de 39-II págs. 
Br.€ 35,00

Exemplar estimado.
Reedição da primeira impressão, publicada em 1974. 

Curiosa e rara antologia de poemas sobre o 25 de abril e temas políticos de Ruy Cinatti.



Cinatti, Ruy - Import - Export – Memória descritiva & caderno de encargos dos Factos, Argumentos, Suposições, Hipóteses, Boatos, ETC., que os pós-Tempos do 25 de Abril estão suscitando a muitos Portugueses e Estrangeiros...
Poesia. Lisboa, 1976. In-8.º; de 36 págs. 
Brochado € 35,00

Exemplar estimado. 
Reedição da primeira impressão, publicada em 1974. 


Cinatti, Ruy - O Livro do Nómada Meu Amigo - 2.ª edição, corrigida. Lisboa, Guimarães Editores, 1966. In-8.º; de 77-págs. Enriquecido com desenhos de Hansi Stael e um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen. 
Br. € 45,00

Colecção «Poesia e Verdade». 
Exemplar estimado.