Pascoaes, Teixeira de – Napoleão – Porto, Livraria Tavares Martins, 1940. In-8.º; de 429-X págs.
Brochado. € 50,00
1.ª Edição.
Exemplar estimado.
O Poema cortesia do google
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen in Obra poética I, Círculo de Leitores, 1992, p. 358




É possível mudar costumes, mudar normas,

Hoje o sol apareceu
Se eu fosse gaivota branca