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23/03/19

Gonzaga, Manuela - Maria Adelaide da Cunha: Doida Não e Não! - um escândalo em Portugal no início do século XX. Lisboa, Círculo de Leitores, 2009. In-8.º; de 417 págs. Ilustrado. Capa: Vera Braga.
Cartonado € 10,00 

"Os factos relevantes têm início em Novembro de 1918: era uma vez uma senhora muito rica que fugiu de casa, trocando o marido, escritor e poeta, por um amante. Tinha quarenta e oito anos, pertencia à melhor sociedade portuguesa. O marido por quem esta senhora se mudou, de um palácio lisboeta para um modestíssimo andar em Santa Comba Dão, tinha praticamente metade da sua idade efora seu motorista particular. O marido, entretanto, dirigia o Diário de Notícias, que Eduardo Coelho e Tomás Quintino Antunes tinham fundado em Dezembro de 1864, e de que ela fora a principal herdeira, como filha mais velha de Eduardo Coelho e afilhada do conde de S. Marçal.
Em consequência desta fuga e desta opção, a senhora foi internada num manicómio, e arcou com um diagnóstico de loucura que lhe foi aposto com assinaturas das maiores sumidades da psiquiatria da época, como Júlio de Matos, Egas Moniz e Sobral Cid. Depois, perdeu todos os seus bens. A seguir, foi interdita. E por causa disto, começou a escrever... e conseguiu publicar." (Da Introdução)