29/06/17


Amaro, Luís - Dádiva - poemas de... Lisboa, Portugália editora, 1949. In-8.º; de 100-IV págs. Capa de Manuel Ribeiro de Pavia.
Br. € 40,00

1.ª Edição.

Valorizado com dedicatória de Luís Amaro para o Escritor e poeta Alfredo Guisado, assinada e datada.

Livro de estreia de Luís Amaro.

"Poeta e crítico literário, co-dirigiu, com os poetas António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Raul de Carvalho, entre 1951 e 1953, a revista Árvore , subscrevendo, no n.° 1, em "A Necessidade da Poesia", como imperativos da escrita poética, a liberdade e a isenção ("Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas."). Colaborou noutras publicações como Seara Nova, Távola Redonda e Portucale , e foi diretor-adjunto e consultor editorial da revista Colóquio/Letras . Mais conhecido pela sua atividade editorial e de investigação literária (organizou a edição de Ensaios Críticos Sobre José Régio , da Poesia Completa de Mário Beirão , entre outras iniciativas), desenvolveu uma atividade poética curta, mas significativa, tendo editado, em 1949, o volume Dádiva , reeditado com outros poemas, em 1975, sob o título de Diário Íntimo . Poeta predominantemente melancólico e disfórico, para António Ramos Rosa (cf. "Luís Amaro entre o sonho e a dor", in Rosa, António Ramos - A Parede Azul, Estudos sobre Poesia e Artes Plásticas , Lisboa, Caminho, 1991, pp. 75-78), "Luís Amaro é fiel a esse espaço interior a que se chama alma e a sua poesia é a tentativa permanente de se integrar nela ou de a habitar, mau grado todas as agressões do mundo exterior [...] o que ela diz é sempre a pureza do sonho irrealizado mas vivo na sua virtualidade permanente que ilumina a vida e secretamente a alimenta". (daqui)

Sem comentários: