11/07/12

«Ler é... o melhor remédio!»

Os Meus Livros
Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.


Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

2 comentários:

ana disse...

Foi bom reler este poema. Ele era um homem tão interessante!:)

Cláudia Ribeiro disse...

Ana, também gosto muito de Jorge Luís Borges e este poema está muito interessante.